domingo, 8 de janeiro de 2017

Revolta num século de riqueza

Bem ou mal estamos vivos,
Mas estar vivo não é motivo de gozo,
Vivemos como subumanos em certos momentos,
São tantas dificuldades no cotidiano
Que às vezes sinto uma vontade
De ir para o outro plano.

É como uma dor,
Martelando a cabeça de um prego
Nas minhas entranhas.
É como se uma cobra afoita
Estivesse me falando coisas insanas.

Porém não é de todo modo uma vida ruim,
Ainda existem migalhas que jogam para nós
Pombos assalariados.

Enquanto nadamos na miséria,
Eu rezo pela solução.
Eu vejo a luz de justiça brilhando do alto
Clareando a nós, população.

E quando pensarmos em desistir
Por conta de toda tristeza,
Lembrem-se que é isso que eles anseiam,
Não termine essa peleja.

Vamos estudar, amar, respeitar, cuidar.
Vamos abraçar, agradecer, proteger.
Vamos criar, cultivar, florescer, amadurecer
E ser tudo o que eles não desejam.

Que nos tornemos livres de manipulação,
Lutemos contra o corrupto perverso.
Formemos um mundo justo
E assim, traremos progresso.

Revolta num século de riqueza. Rubens Moraes, 2016

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