Mas estar vivo não é motivo de gozo,
Vivemos como subumanos em certos momentos,
São tantas dificuldades no cotidiano
Que às vezes sinto uma vontade
De ir para o outro plano.
É como uma dor,
Martelando a cabeça de um prego
Nas minhas entranhas.
É como se uma cobra afoita
Estivesse me falando coisas insanas.
Porém não é de todo modo uma vida ruim,
Ainda existem migalhas que jogam para nós
Pombos assalariados.
Enquanto nadamos na miséria,
Eu rezo pela solução.
Eu vejo a luz de justiça brilhando do alto
Clareando a nós, população.
E quando pensarmos em desistir
Por conta de toda tristeza,
Lembrem-se que é isso que eles anseiam,
Não termine essa peleja.
Vamos estudar, amar, respeitar, cuidar.
Vamos abraçar, agradecer, proteger.
Vamos criar, cultivar, florescer, amadurecer
E ser tudo o que eles não desejam.
Que nos tornemos livres de manipulação,
Lutemos contra o corrupto perverso.
Formemos um mundo justo
E assim, traremos progresso.
Revolta num século de riqueza. Rubens Moraes, 2016
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