domingo, 8 de janeiro de 2017

Eu lírico

Comparo-me a uma mulher idosa que costura uma colcha de retalhos, a uma cozinheira atenta na junção correta dos ingredientes do prato principal, a uma bruxa que recolhe elementos para um novo feitiço.
Junto as palavras, uma dando força a outra, para criar um texto, e essa junção por muitas vezes me surpreende, quem diria que as palavras são impregnadas de poder?!
Não crio uma colcha e nem uma refeição. Não produzo magia nem encantamentos de natureza alguma. Escrevo histórias, dou vida a personagens e brinco com seus destinos.
Forneço poemas que alegram e deprimem. Narro os eventos que muitos prefeririam ignorar.
Entrego a verdade para quem a busca e ilusão para quem foge. Nas linhas do papel eu entrego-me desprovido de pudor e barreiras.

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